JORNAL MAIS VIDA – Fala Doutor

ALCOOLISMO
Dependência muitas vezes não é identificada pelo doente

Acredita-se que o consumo de álcool seja tão antigo como a própria humanidade, já que até mesmo os primatas tentam e frequentemente conseguem fermentar frutas, produzindo substâncias que geram leves intoxicações. Em humanos, há evidências da utilização desde os primórdios da civilização egípcia e ao redor do ano 7000 a.C na China. No século XVI, o álcool, além do uso recreativo, foi amplamente utilizado para propósitos médicos e logo abandonado em consequência de uma politica antialcoolismo.

Atualmente, a ingestão de álcool na sociedade contemporânea é vista predominantemente de forma positiva, ou, no mínimo, leniente, o que dificulta o reconhecimento de determinados padrões de consumo como doença e, ao mesmo tempo, a mobilização de profissionais de saúde para diminuir índices de problemas decorrentes do uso.  Existe uma ambivalência da sociedade que, por um lado, tolera ou promove o uso moderado do álcool e, por outro, discrimina o consumo excessivo e fora de controle, provocando julgamentos sobre o caráter do dependente.

 
O dia 18 de fevereiro foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, com a finalidade de conscientizar a população de que o alcoolismo é uma doença que traz prejuízos à saúde mental, física e social, e como tal deve ser tratada.

A natureza do tratamento depende do grau de dependência do indivíduo e dos recursos disponíveis na comunidade, podendo ser realizado em consultas ambulatoriais, casa e hospitais, com enfoque na desintoxicação e na manutenção da abstinência. Pode-se lançar mão, ainda, de intervenção baseada no uso de medicações para o controle dos sintomas relacionados ao uso do álcool e na psicoterapia para ajudar o paciente a identificar situações e sentimentos que levam à necessidade de beber, além de construir artifícios para lidar com essas novas situações.

A Clínica Saúde BRB disponibiliza para os beneficiários equipe de psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais que atuam na prevenção e no tratamento da dependência e na manutenção da abstinência. Além disso, conta com clínicas e hospitais habilitados para o tratamento na rede de prestadores credenciados.

Dra. Renata Nayara da Silva Figueiredo
Psiquiatra
CRM/DF 18607