DIABETES EM DIA

Evento promove informação e atividades para o controle da doença

Em alusão ao Dia Internacional do Diabético, celebrado no mês de junho, foram realizadas atividades na Clínica SAÚDE BRB, nos dias 25, 26 e 27, com o objetivo de promover a prevenção, o monitoramento e o cuidado continuado. Puderam participar os diabéticos e seus familiares, pessoas que possuem fatores de risco para a doença e interessados no tema.

Durante os três dias, a Clínica promoveu atividades educacionais e de saúde e, com o apoio de prestadores de serviço da rede credenciada e do corpo clínico da instituição, realizou: avaliação do pé diabético; exame oftalmológico; coleta de exames laboratoriais; e oficinas de nutrição.

A Semana do Diabético teve seu encerramento com a tradicional palestra do Projeto Bem Viver, que, nessa oportunidade, foi realizada no auditório da BRB CARD – Edifício Athenas. Com o título “Diabetes em Dia”, o encontro discutiu temas importantes sobre a prevenção e o controle da doença e sobre o processo de aceitação no diagnóstico de doenças crônicas. A palestra foi ministrada pela médica endocrinologista Larissa Simões Nazareno e pela psicóloga Elza Martins Fonseca.

A médica iniciou falando sobre os tipos de Diabetes e a origem da nomenclatura. Explicou que o nome diabetes significa “passar através de um sifão” e deve-se ao fato de que a poliúria, que caracterizava a doença, assemelhava-se à drenagem de água através de um sifão; e a palavra mellitus vem do fato de que a urina de um paciente com diabetes é “doce como mel”. Segundo a doutora, existem três tipos de diabetes: a tipo 1 é menos comum, inicia na infância, adolescência ou adulto jovem. Os portadores normalmente são magros e sua evolução é bem rápida; a tipo 2 surge em pacientes que possuem fatores de risco ligados aos hábitos de vida; e a gestacional pode ser desenvolvida durante a gravidez e traz riscos para o bebê.

A endocrinologista listou, na sequência, os sinais e sintomas do diabetes: sede e fome excessivas; vontade frequente de urinar; perda de peso sem razão aparente; cansaço constante; tonturas; feridas que não cicatrizam; visão turva; e até uma curiosidade – o aparecimento de formigas perto do vaso pode ser um indício de açúcar na urina. Tratou também de um assunto muito relevante que é o cuidado com o chamado “pé diabético”. Destacou os riscos inerentes à doença: amputação dos membros inferiores; trombose; problemas renais; e lesões oculares. “O diabético tem que fazer o exame de fundo de olho todos os anos, para acompanhar a evolução da doença e evitar o descolamento da retina, que pode causar a perda da visão. E isso pode ser evitado, basta cuidar”, enfatizou Larissa.

Ao final, a médica colocou as principais formas de manter a diabetes sob controle: alimentação saudável, evitando principalmente carboidratos e açúcar; atividade física da preferência do paciente, sem restrições; acompanhamento médico e medicação, que segundo Dra. Larissa, deve vir associada a hábitos de vida mais saudáveis. Os remédios sozinhos não fazem milagres. Muitas vezes, devem ser administrados conjuntamente, pois possuem ações diferentes. A insulina, ressaltou ela, é proposta como último caso, depois que todas as condutas tenham sido testadas. Reforçou a importância do medicamento, apesar de existir muita desinformação sobre ele. A doutora concluiu a fala destacando mitos e verdades sobre o diabetes. Alertou sobre os perigos da fitoterapia na busca pela cura ilusória e enfatizou a segurança da medicina baseada em evidências. Informou sobre adoçantes e o efeito do mascavo e demerara, que fazem tanto mal quanto o açúcar normal.

A psicóloga Elza Martins Fonseca fez interferências durante toda a apresentação, focando sempre na dificuldade em mudar hábitos e lidar de uma forma saudável com as restrições presentes na vida do diabético. Segundo ela, após o diagnóstico, o paciente fica bastante abalado, período que se assemelha ao luto. “O atendimento psicológico adequado é de extrema importância para que o paciente e sua família possam se sentir acolhidos em falar sobre suas angústias em relação à doença, e, a partir daí, iniciar o processo de elaboração e aceitação. É necessário que o psicoterapeuta possa compreender o significado da doença para o paciente e sua família e quais são seus conflitos inconscientes e suas crenças em relação a ela”, disse a psicóloga. Assim, o papel principal do psicólogo nesse momento inicial é a escuta para que possa desvendar como a patologia é vivida subjetivamente pelo sujeito acometido e ajudá-lo a assimilar as novas informações. Elza também destacou o trabalho desenvolvido pela equipe da Clínica e fez um convite aos Beneficiários a usufruir esse benefício colocado à disposição deles pela SAÚDE BRB.

A palestra foi bastante interativa; os Beneficiários presentes participaram ativamente e fizeram muitas perguntas, que enriqueceram o debate.